Câncer de pulmão: três remédios começam a chegar ao SUS a partir de outubro
O Ministério da Saúde anunciou que o SUS vai oferecer dois comprimidos de terapia-alvo e uma imunoterapia para câncer de pulmão. A distribuição começa aos poucos, a partir de outubro de 2026, nos serviços habilitados em oncologia.
· verificamos em 22/09/2026
Esta é a notícia que o Radar existe para dar: algo que passa a valer no SUS.
O Ministério da Saúde anunciou, em 31 de agosto de 2026, que o SUS vai oferecer três remédios para câncer de pulmão. A distribuição começa de forma gradual a partir de outubro de 2026. A estimativa inicial do Ministério é de cerca de 1,9 mil pacientes atendidos. O anúncio faz parte da nova política de remédios oncológicos do SUS, a AF-Onco, sobre a qual contamos em maio.
Quais são, e para quem
- Brigatinibe e gefitinibe — dois comprimidos, tomados em casa, do tipo chamado terapia-alvo: agem sobre alterações específicas das células do tumor. Por isso, só servem para quem tem essas alterações, e quem mostra isso é um exame do próprio tumor.
- Durvalumabe — uma imunoterapia, que ajuda o sistema de defesa do corpo a combater o tumor. É para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser operadas.
Como chega até você
Pelos serviços habilitados em oncologia do SUS — os hospitais e centros onde o tratamento de câncer já acontece. Não é algo que se retira na farmácia do posto.
Se você ou alguém que você cuida trata câncer de pulmão pelo SUS, as perguntas para levar à próxima consulta são:
- “O meu tumor foi testado para alterações genéticas? Algum desses remédios se aplica ao meu caso?”
- “Quando esse remédio estiver disponível aqui, eu entro?”
O pé no chão
- A chegada é gradual: o próprio Ministério diz que depende da compra junto aos fornecedores. Em outubro, pode ainda não estar no seu hospital — isso não quer dizer que você ficou de fora.
- Cada remédio vale para um grupo específico. Não são opções para todo câncer de pulmão, e a indicação é da sua equipe.
Ainda assim, vale dizer com todas as letras: câncer de pulmão é um dos mais comuns no Brasil, e três opções novas no SUS é um passo concreto — do tipo que não fica só na promessa.