Voz Oncológica Brasil

O SUS está revendo como trata 12 tipos de câncer — e você pode opinar até 8 de setembro

A Conitec abriu consultas públicas para atualizar os protocolos que definem como o SUS diagnostica, trata e acompanha 12 tipos de câncer. Qualquer pessoa pode contribuir até 8 de setembro de 2026 — inclusive quem é paciente, familiar ou cuidador.

Acesso: Em avaliação Em análise por quem decide — ainda não dá para pleitear.

Existe um documento que decide muita coisa na sua vida sem que quase ninguém saiba o nome dele.

Chama-se protocolo clínico (ou PCDT, na sigla oficial). É ele que define, para cada tipo de câncer, o que o SUS oferece: quais exames entram no diagnóstico, quais tratamentos são indicados em cada situação, de quanto em quanto tempo você é acompanhado. Quando o seu médico diz “pelo protocolo, o próximo passo é este”, é deste papel que ele está falando.

Esses protocolos estão sendo revistos agora — para 12 tipos de câncer de uma vez. E a revisão está aberta à opinião de qualquer pessoa, até 8 de setembro de 2026.

Os 12 em revisão: melanoma de pele, linfoma folicular, câncer de rim (carcinoma de células claras), linfoma de Hodgkin, câncer de esôfago, câncer de cabeça e pescoço, mieloma múltiplo, câncer de ovário, câncer de estômago, câncer de próstata, câncer de mama e câncer de tireoide.

Por que a sua opinião cabe aqui

A consulta pública não é só para médico e pesquisador. Ela existe para ouvir também quem vive a doença — o que funcionou, o que faltou, onde o caminho travou. Você não precisa saber termo técnico nem citar estudo. Contar a sua experiência já é uma contribuição válida.

As contribuições ficam no site da Conitec, a comissão que avalia o que o SUS oferece:

Consultas públicas abertas — Conitec

Há ainda uma outra consulta aberta, sobre o uso do rituximabe em um tipo de linfoma (o linfoma difuso de grandes células B) — mas o prazo dela é bem mais curto: encerra em 24 de agosto de 2026. Se for o seu caso, vale abrir agora — dependendo de quando você estiver lendo, pode já ter fechado.

O pé no chão

Rever um protocolo não significa que o SUS vai passar a oferecer mais. A revisão pode ampliar critérios, mas também pode apertá-los. É por isso mesmo que a escuta importa: o texto ainda não está fechado.

Trazemos isso aqui porque essas decisões são públicas, datadas e acompanháveis — e porque saber que elas existem já muda a conversa que você tem com a sua equipe de saúde.