ANVISA aprova o Columvi, novo remédio para um linfoma agressivo
O glofitamabe foi registrado no Brasil para adultos com linfoma difuso de grandes células B que voltou ou não respondeu ao tratamento, e que não podem fazer transplante de medula. Aprovado pela ANVISA em julho — o que ainda não quer dizer disponível.
Quando um linfoma volta depois do tratamento, a pergunta que aperta o peito é sempre a mesma: e agora, o que ainda existe? Uma opção a mais acaba de entrar na lista, no Brasil.
A ANVISA registrou o Columvi (glofitamabe) para adultos com linfoma difuso de grandes células B — um linfoma agressivo — nos casos em que a doença voltou ou não respondeu aos tratamentos anteriores, e em que a pessoa não pode fazer o transplante de medula. Ele é usado junto com quimioterapia. A decisão saiu no Diário Oficial em 20 de julho de 2026.
O remédio funciona de um jeito diferente da quimioterapia: é um anticorpo que aproxima as células de defesa do corpo das células do linfoma, para que elas as reconheçam. É aplicado na veia, em regime ambulatorial — ou seja, sem precisar de internação.
O que “aprovado” significa aqui — e o que não significa
Este é o ponto mais importante desta notícia, e o que mais gera confusão:
- Registro na ANVISA quer dizer que o remédio pode ser vendido no Brasil, porque foi considerado seguro e eficaz.
- Não quer dizer que o preço já foi aprovado, que o SUS passou a oferecê-lo, nem que o seu plano de saúde é obrigado a cobrir.
Cada uma dessas etapas é uma decisão separada, e costumam levar meses. Até aqui, nenhuma delas aconteceu para este medicamento.
Se o seu caso se parece com o que está descrito acima, o caminho é levar essa informação para a sua equipe de saúde — é ela que sabe se isso conversa com a sua situação.